Poema: "Inferno paradisíaco"
Listras bóiam de flor em flor
Procuram rumo certo
Num Mundo inconstante
Controlado por seres desumanos
O clarear do dia anuncia
A manhã fresca de Primavera
Onde se vê o ondulante aroma
Das belas rosas aveludadas
Por entre tal luxúria dançam
Animais presos ao fado
Que os guia em direcção
Ao propósito final da vida.
O vento embala as pequenas pétalas
Que Recém-nascidas se sustêm no seu berço
Mostrando ao mundo a beleza
que só a Natureza tem.
Ao longe prédios se elevam
Tão altos, capazes de arranhar o céu
Cobrem a vegetação
Com toneladas de Betão
As enormes vidraças deixam
A bela Natureza penetrar para o seu interior
Onde apenas os raios de sol iluminam
A pobreza de tal abrigo
Desprovido da alegre Natureza
Vivem iludidos, presos em jaulas
As pessoas que outrora correram selvas e desertos
Travando batalhas de sobrevivência
As sepulturas de flores
Ornamentam as fachadas com falsa alegria
Os animais movem-se como marionetas
Controlados pelas correntes da vontade humana
A paisagem esmorece a sua beleza
Á beira de tais estorvos arquitectónicos
Pois estamos condenados a viver,
Neste Inferno paradisíaco
Procuram rumo certo
Num Mundo inconstante
Controlado por seres desumanos
O clarear do dia anuncia
A manhã fresca de Primavera
Onde se vê o ondulante aroma
Das belas rosas aveludadas
Por entre tal luxúria dançam
Animais presos ao fado
Que os guia em direcção
Ao propósito final da vida.
O vento embala as pequenas pétalas
Que Recém-nascidas se sustêm no seu berço
Mostrando ao mundo a beleza
que só a Natureza tem.
Ao longe prédios se elevam
Tão altos, capazes de arranhar o céu
Cobrem a vegetação
Com toneladas de Betão
As enormes vidraças deixam
A bela Natureza penetrar para o seu interior
Onde apenas os raios de sol iluminam
A pobreza de tal abrigo
Desprovido da alegre Natureza
Vivem iludidos, presos em jaulas
As pessoas que outrora correram selvas e desertos
Travando batalhas de sobrevivência
As sepulturas de flores
Ornamentam as fachadas com falsa alegria
Os animais movem-se como marionetas
Controlados pelas correntes da vontade humana
A paisagem esmorece a sua beleza
Á beira de tais estorvos arquitectónicos
Pois estamos condenados a viver,
Neste Inferno paradisíaco
FRANCISCO, Diogo, 2014. "Inferno paradisíaco"
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