Mini-história: "Aquela rapariga" (2ª Parte)
Nos dias seguintes cruzamo-nos algumas vezes nos corredores, ela
tinha mudado para a outra turma, queríamos manter uma certa distância. Como tal
não nos víamos muitas vezes, o que era bom, por um lado mas por outro não era
tão fácil saber o que ela andava a tramar. Era certo que eu conseguira algum
apoio por parte de alguns colegas que confiavam em mim e dos que me conheciam á
mais tempo mas o assunto ainda não estava esquecido e o pior poderia ainda
estar para vir, tudo porque fiz o pior erro da minha vida tendo como maior
influencia e cúmplice aquela a quem outrora chamei de “melhor amiga”. Acreditei
em quem mais mentia e ignorei o meu bom senso, sentia-me segura de início com a
sua descontração e o seu bom humor que me esqueci que não devia confiar em
alguém assim tão cegamente.
Quando estava com ela mesmo as más ações pareciam não ter consequências mas tinham, só o meu cérebro sabia que sim e eu decidi ignorá-lo.
Quando estava com ela mesmo as más ações pareciam não ter consequências mas tinham, só o meu cérebro sabia que sim e eu decidi ignorá-lo.
Os dias passavam, o meu ódio aumentava pois ela parecia cada vez
mais á vontade, ninguém mais se lembrava sequer do que ela me tinha feito, o
simples facto de tudo ter voltado á normalidade trespassava os meus pensamentos
como flechas venenosas. Uma sede de vingança tomava-me os punhos e a minha
cabeça, esmurrei o travesseiro repetidamente com lágrimas de angústia a
deslizarem em cadeia pelo meu rosto, ajoelhada na cama abracei a almofada de
encontro ao peito, apertando-a. Por dentro podia sentir algo a contorcer-se á
medida que o choro se intensificava e, por consequência, os gemidos de
desespero.
“Como é que se poderiam ter esquecido do que ela me fez tão rapidamente?
“ pensei amargurada.
Era mais que evidente que tendo todos os olhares afastados dela, que esta teria o caminho livre para se vingar de mim e quem sabe arruinar a minha vida. A sua primeira tentativa de me arruinar a vida quase teve sucesso se eu não tivesse agido de forma a inverter aquela situação, era certo que a minha única opção seria mudar de escola e quem sabe, poderia mesmo ter de me mudar para longe.
“Como é que se poderiam ter esquecido do que ela me fez tão rapidamente?
“ pensei amargurada.
Era mais que evidente que tendo todos os olhares afastados dela, que esta teria o caminho livre para se vingar de mim e quem sabe arruinar a minha vida. A sua primeira tentativa de me arruinar a vida quase teve sucesso se eu não tivesse agido de forma a inverter aquela situação, era certo que a minha única opção seria mudar de escola e quem sabe, poderia mesmo ter de me mudar para longe.
Onde as pessoas não pudessem julgar os actos que outrora tive a
ousadia de fazer, vivia assombrada pelos pensamentos de uma possível revelação
de tal ousadia que iria abalar todos os que me defenderam dela até agora.
Por mais que tente responsabiliza-la por o que fiz, sei que a
culpa foi toda minha, deixei-me influenciar tão facilmente, fui burra o
suficiente para não ouvir o meu instinto e agora nada havia a fazer. Não podia
desfazer o que já estava feito, o laço de amizade que havia entre nós foi
desfiado com um repentino puxão de uma linha solta e, sem dúvida, a confiança
que depositava nos outros foi completamente destruída.
Sentia um vazio enorme, contar a verdade seria o caminho para me livrar de tal angústia mas criar repudio e desprezo dos outros em relação a mim.
Guardar e suprimir a verdade, criaria um vazio cada vez maior dentro de mim assim como não me facilitaria a vida da constate ameaça daquela rapariga!
Sentia um vazio enorme, contar a verdade seria o caminho para me livrar de tal angústia mas criar repudio e desprezo dos outros em relação a mim.
Guardar e suprimir a verdade, criaria um vazio cada vez maior dentro de mim assim como não me facilitaria a vida da constate ameaça daquela rapariga!
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